Ami Lambert

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Ami Lambert
FATOR TUBO PERITONEAL E INFERTILIDADE

Alterações anatômicas das trompas de Falópio são encontradas em 20% dos casais inférteis. Doença inflamatória pélvica (DIP), apendicite aguda perfurada, aborto séptico, cirurgia tubária prévia são responsáveis pela infertilidade tubária. Várias doenças sexualmente transmissíveis podem estar indiretamente associadas à infertilidade ou presentes em casais inférteis, entretanto apenas dois organismos têm efeito direto sobre a fertilidade após infecção: a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis (WHO, 1995). Infecções causadas por estes agentes são comuns e endêmicas. Nos países industrializados, infecção genital por Chlamydia é mais freqüente do que pelo gonococo. As taxas de infertilidade, após doença infecciosa das trompas (DIP), são descritas em 12%, 23% e 54%, após 1, 2 ou três episódios, respectivamente (Westrom, 1980).

Quanto mais grave a infecção nas trompas, maior é o risco de infertilidade de causa tubária, bem como esta mulher passa a apresentar risco de gestação ectópica (gravidez fora de útero). Alguns estudos observaram que na DIP, como em outras infecções, a gravidade e as seqüelas correlacionam-se com o tempo sem tratamento. Pacientes que procuram tratamento 3 dias após iniciados os sintomas têm quase três vezes mais risco de terem sua fertilidade comprometida quando comparadas àquelas que iniciam tratamento imediatamente.

Causas de alterações tuboperitoniais, na ausência de história clínica ou de evidências da presença de doenças sexualmente transmissímiveis, são menos freqüentes e estão geralmente associadas à intervenções cirúrgicas prévias (ginecológicas ou não), a processos infecciosos e inflamatórios intraperitoniais originários do trato gastrointestinal (apendicite com infecção generalizada do abdômen por exemplo), endometriose com alteração anatômica da trompa (obstrução ou alteração importante das relações entre os órgãos pélvicos).

Dr. José Roberto Lambert



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