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10 mitos e verdades sobre a gravidez

Posso ter animais de estimação durante a gravidez?
Não posso pintar o cabelo porque a tintura faz mal à saúde do bebê, né?
Meus seios ficarão flácidos após a amamentação?

Quando a mulher engravida, todo mundo vira um especialista e recomenda o que pode e o que não pode. No entanto, essas dúvidas que rondam o universo da grávida se juntam aos mitos e meia-verdades da crendice popular que não tem fundamentação científica. Assim, a confusão está feita!
Para esclarecermos essas dúvidas que rondam essa fase maravilhosa para a mulher, conversamos com a ginecologista-obstetra Bárbara Murayama e o ginecologista-obstetra e diretor clínico da Mãe Medicina, Alfonso Massaguer, para desvendarmos 10 mitos que cercam a gravidez.

1. Não pode haver contato com animais de estimação durante a gravidez. Mito. Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, os animais de estimação, quando vacinados, podem conviver normalmente com as gestantes, mas alguns cuidados devem ser tomados. Mulheres que nunca tiveram contato com a doença toxoplasmose devem evitar contato com gatos que, se estiverem contaminados, podem transmitir a doença. Essa doença, se adquirida durante a gravidez, pode passar para o bebê e causar sérios problemas como malformações. "É possível saber se a pessoa já teve contato ou não com um simples exame de sangue", afirma a ginecologista. Também se deve evitar contato com animais silvestres, uma vez que não sabemos sua origem e se estão com alguma doença que possa afetar o bebê. Outro cuidado importante é em relação a animais maiores, como os cães de grande porte. "O eixo de gravidade da mulher grávida muda para que o corpo da mãe suporte o peso da barriga, então quedas podem acontecer mais facilmente e cães adoram pular e podem acontecer acidentes", diz a Dra. Bárbara.

2. Pintar o cabelo faz mal para a saúde do bebê. "Não se tem estudos suficientes para responder e o assunto ainda é controverso", garante a ginecologista. Muitos médicos já liberam suas pacientes para que pintem o cabelo após o primeiro trimestre da gestação com pinturas tonalizantes sem amômia ou henna. Tratamentos como reflexos, escovas progressivas e outros tipos de alisamentos, entre outros mais agressivos, devem ser evitados durante toda a gravidez, já que não se pode testá-los para estudos em mulheres grávidas por questões éticas óbvias. O ginecologista-obstetra Alfonso Massaguer também concorda: é mito, mas é bom ter cuidado. "As tinturas antigas possuíam substâncias perigosas para o feto. As mais recentes não possuem risco comprovado, mas é sempre bom a precaução", garante o médico. Mas ele faz uma ressalva: é prudente não usar substâncias químicas até 12 semanas de gravidez porque, a partir de 12 semanas, o bebê já possui grande parte dos seus órgãos formados e, portanto, os riscos são muito menores. "Vale lembrar que uma absorção com potencial risco ocorre se a substância tiver contato com pele e couro cabeludo, sendo, portanto, segura a realização de luzes, por exemplo", garante o médico.

3. Banho quente durante a gestação é prejudicial. Verdade. Banhos quentes provocam dilatação dos vasos sanguíneos em qualquer pessoa e, por isso, podem provocar queda da pressão e mal estar. "Em gestantes, que já têm a pressão mais baixa naturalmente, isso pode acontecer mais frequentemente e pode haver acidentes como quedas", afirma a médica Bárbara. Além disso, o banho muito quente resseca a pele e, se não for bem hidratada, pode contribuir para a formação das estrias que já são mais frequentes durante a gravidez. O ideal durante a gestação são banhos mornos e rápidos. Uma dica: evite trancar a porta do banheiro para, caso necessário, poder ser socorrida facilmente. Além disso, use tapetes antiderrapantes no box.

4. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas na gravidez. Verdade. Não há dose segura para a ingestão de bebidas alcoólicas. O álcool pode causar diversos problemas, entre eles, afetar o crescimento do bebê, provocar alterações do rosto e anormalidades do sistema nervoso (problemas neurológicos, desempenho cognitivo abaixo do normal). "Não há relação dose-resposta exata entre a quantidade de álcool consumido durante o período pré-natal e a extensão dos danos causados pelo álcool na criança. Recomenda-se abstinência de álcool no momento da concepção, durante a gravidez e até o final do aleitamento materno", assegura a médica. O ginecologista Alfonso Massaguer também recomenda: "O álcool passa livremente pela placenta. Portanto, o bebê recebe o álcool ingerido pela gestante. A bebida alcoólica ingerida pela mãe é, em parte, metabolizada pelo fígado do bebê ainda em formação", ressalta o especialista.

5. A posição do bebê na barriga pode determinar o sexo. Mito. "O que determina o sexo do bebê é a carga genética trazida no espermatozoide do pai", afirma Bárbara.

6. Azeite de oliva é ótimo para evitar estrias durante a gravidez. Não é recomendado usar óleo de azeite ou fórmulas parecidas. Manter a pele hidratada ajuda a prevenir estrias, mas não indicamos azeite de oliva. É indicado, sim, outros óleos ou cremes hidratantes. É de grande importância hidratar a barriga principalmente durante os últimos 3 meses. "Não existe um método comprovado para prevenir o desenvolvimento de estrias ou diminuir as estrias estabelecidas, embora estudos de prevenção e tratamento sejam promissores", garante Bárbara. Para ser eficaz, o tratamento para estrias geralmente precisa ser aplicado quando elas são vermelhas ainda. No entanto, novos tratamentos (por exemplo, a tecnologia laser) podem melhorar "estrias alba" após a gravidez. Durante a gestação é importante hidratar muito bem a pele e isso pode ser feito com óleos e cremes próprios para esse fim.

7. Os seios ficam flácidos após a amamentação. Um pouco verdade, garante o ginecologista Alfonso. "Com o final da amamentação, as mamas que estavam distendidas com leite perdem a turgidez e geram uma certa flacidez", afirma. Os seios diminuem de volume após a amamentação e podem ficar flácidos após a gravidez, independentemente da amamentação. "Na verdade, a amamentação ajuda a voltar ao peso normal mais rapidamente e, portanto, ajuda a voltar as formas de antes, incluindo das mamas", observa a médica Bárbara.

8. É arriscado sexo na gravidez porque pode machucar a criança. Mito. O sexo durante a gestação, se não houver contraindicações médicas, é seguro para o bebê e pode ser praticado em qualquer fase da gestação, desde que a mulher se sinta confortável. É preciso conversar sobre isso com o obstetra que faz o seu pré-natal.

9. Se a grávida carregar medalhas no pescoço, a criança nasce com marcas na pele. Mito. Não há qualquer relação entre o uso de acessórios e marcas na pele do bebê. "Apenas retiramos os metais no momento do parto", afirma Alfonso.

10. Beber cerveja preta ajuda a mulher a ter mais leite. Mito. "A cerveja preta, como as demais cervejas, contém álcool e, portanto, deve ser evitada durante toda a gestação e amamentação pelos riscos", garante Bárbara. Durante o aleitamento, a mulher deve se alimentar bem com uma dieta variada com frutas, legumes, verduras, carboidratos, proteínas e muitos líquidos como água e sucos naturais. Além disso, dentro das possibilidades, a nova mamãe deve tentar repousar o máximo que conseguir uma vez que a prolactina, hormônio do leite, tem seu pico de liberação durante o sono profundo



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